Cesto de gávea século XVII

Até o final do século XVI, o cesto de gávea tinha um formato que lembrava um cesto. Daí o seu nome! Mas, com o passar do tempo, eles foram evoluindo juntamente com a maneira de construir as embarcações, tomando uma forma que estaria mais para uma plataforma do que um cesto! Mas a tradição manteve as forma de ser chamado a exemplo do que ocorreu com o castelo de proa e de popa.
No início do século XVII as embarcações de construção mais recente, começaram a receber cestos de gávea redondos, bem mais largo e raso lembrando uma plataforma rasa. Essa forma seria mantida até o início do século XIX.
Eu creio que a modificação tem muito a ver com a introdução do mastaréu! Nessa plataforma seria fixada a aparelhagem fixa desse novo mastro.

A sua confecção é muito simples por mais incrível que possa parecer! No caso do modelo atual, o galeão Nuestra Señora de Atocha, foram feitos dois cestos.
Nada de cortes a laser ou procedimentos mirabolantes!
Simplicidade! Apenas isso!
Simplicidade é a palavra de ordem!

O maior irá ser colocado no mastro principal. O outro no mastro de vante ou mastro do traquete se assim o preferir!
O primeiro passo será fazer um gabarito que será composto das peças A, D e o pino.
Tanto a peça A como a base D, foram feitos de compensado de 4 mm. A espessura da peça A poderá ser variável. Isso quem irá determinar será a escala do modelo como veremos adiante.
A peça B foi confeccionada a partir de compensado de 2 mm de espessura. A peça C por sua vez foi construída a partir de compensado de 4 mm.
 


A montagem do gabarito será bastante simples. Introduza o pino no furo central da plataforma D  de maneira que fique reto. Em seguida coloque o suporte (peça A).
 

 


A peça B será colocada seguindo o circulo desenhado na base. O objetivo é deixá-lo centralizado!
Se preferir, utilize pequenos pedaços de fita adesiva de dupla face para melhor fixar!
De forma alguma deverá ser colado. Sua espessura aqui é de 4 mm podendo ser maior ou menor conforme a necessidade.

 


O próximo componente será a base do cesto de gávea (peça C redonda com vários cortes).
Apenas será encaixado ao pino repousando sobre o suporte.

 

 


Na base do cesto, nas ranhuras, serão encaixados e colados segmentos de madeira de 2 mm x 2 mm. As pontas que serão coladas a borda mais abaixo terão um formato biselado.

A cola a ser utilizada poderá ser qualquer uma. No caso presente, a cola foi uma cola a base de cianocrilato.
Um detalhe muito importante nesse início será a sequência. Depois de colar o primeiro barrotinho cole um outro no lado oposto. Fazendo assim, rapidamente terá uma estrutura mais rígida.  Esse procedimento irá facilitar muito a fixação dos demais barrotinhos.

 

 


Proceda a colocação dos demais barrotinhos até preencher todos as ranhuras. Feito isso apare os excessos rente a base lixando em seguida.

 


O cesto depois de montado ficará com esse aspecto. Mas ainda falta fazer a cobertura da base.

 


O cesto deverá receber uma cobertura de tiras de madeira para simular um tabuado.
As extremidades serão aparadas com estilete bem amolado.
O mais aconselhável será utilizar uma madeira mole. No caso presente a madeira utilizada é a caixeta. A abertura retangular terá as suas dimensões a partir do diâmetro do mastro para  sua altura. A largura será ditada pelo espaço necessário para a passagem dos cabos dos ovéns.

 


Cesto de gávea em processo de instalação onde o mesmo fica assentado sobre a estrutura que lhe dará sustentação.

 

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