GRÉCIA E ROMA

Os gregos antigos sentiram a vocação do mar cerca de 800 anos a.C. e, como os fenícios, fundaram colônias ultramarinas. Existem muitas informações sobre seus navios de guerra, mas poucas sobre seus barcos mercantes.

Antiga embarcação de carga grega.

Remontemos porém à época na qual a nave mediterrânea já havia feito progressos notáveis. Encontramos, em Luciano, a descrição da Isis, uma nave romana para o transporte de trigo, que ele viu no Pireu em 150. Nave verdadeiramente grandiosa, com quatro enormes estivas. No terminal da popa tinha a fausta imagem do ganso capitolino e, como figura de proa, tinha a cabeça da deusa lsis. 

O Isis, barco funerário romano, de formas redondas, do século II d.c

Comparemos suas dimensões com as do famoso cliper Great Republic. Isis: comprimento, 54 metros ; largura 13,5  15 metros; pontal, 14 m. Great Republic: comprimento, 97,5 m; largura, 16 m; pontal, 11,5 m. A disparidade de relação comprimento-largura entre as duas naves se deve à diferença entre as formas da “nau longa” dos povos do mar do Norte e da “nau redonda” mediterrânea. Esta, embora típica do mar em que nasceu, exerceu um influxo de grande alcance sobre todas as naves posteriores. O artemão (vela mestra do navio) e os toldos de popa precederam a cevadeira e os elegantes “jardins” dos galeões europeus. O balcão de proa tornou-se o castelo de proa dos navios medievais e as velas triangulares gêmeas transformaram-se nos graciosos “limpa-nuvens” do cliper.