BARCAÇAS A VELA INGLESAS


O keel (chata) transportava carga geral. Tinha um só mastro, uma enorme vela quadrada e além disso, para os movimentos de popa, uma vela de gávea. Dois homens manejavam esta chata pesada, com proa e popa abauladas e robustas derivas laterais. E o mais estranho é que esta nave era uma descendente da "nave longa" norueguesa. É como se, de um cavalo de batalha, a evolução tivesse feito surgir um cavalo de tiro.

Outro keel, chamado freqüentemente wherry, transportava carga geral nos labirintos dos canais pouco profundos de Norfolk. Tem-se notícia do primeiro surgido em 1706. Por volta de 1890 foi construído um gigantesco, de 80 m de comprimento, com uma capacidade de carga de 80 toneladas; normalmente, porém, a capacidade de carga era de 10 a 25 toneladas (de pedra, carvão, vegetais, madeira, animais ou adubo).

Keel do Humber, uma chata maciça de um só mastro.                                                   

A verdadeira estiva, fechada com escotilhas de 60 cm, ocupava apenas parte do comprimento.O restante era ocupado pela cabina do barqueiro, que compreendia somente uma pequena estufa de carvão, dois beliches e dois armários de madeira.

O mastro, de 12 m de altura, situado muito à proa e apoiado em uma carlinga saliente, tinha um contrapeso de uma tonelada e meia de chumbo, para que pudesse ser abaixado ao passar o navio sob as pontes. A grande vela trapezoidal de tela curtida tinha solta a borda inferior, mas a parte superior estava presa a uma sólida antena.

O wherry, não obstante o aspecto pesado, enfrentava o vento de modo surpreendente; mas se o vento vinha reto de proa, era preciso empurrá-lo com um pesado quant, isto é, um grosso varapau, de cinco ou seis metros de comprimento, com uma forqueta de aço em uma extremidade e, na outra, o bot, um apoio para o ombro.

Wherry de Norfolk, de 15 m a 18 m de comprimento, de 3 a 3,5 m e de 60 a 90 cm de calado

 

Os barqueiros dos wherry de Norfolk tinham de fato necessidade de toda a força que os tornou famosos, de vez que, apoiando o bot ao ombro, tinham de percorrer em toda a extensão o bordo da barcaça, empurrando-a contra o vento e a maré por milhas e milhas. Entre os famosos wherrymen do passado distinguiu-se George Applegate, de Potter Heigham. Ele era capaz de partir dessa localidade com um wherry de carga completa, às dez horas, e chegar na mesma tarde a Great Yarmouth, situada a uma distância de 32 km, muitas vezes com ventos contrários de borrasca. Nos bons tempos, até dezesseis wherry carregavam ou descarregavam simultaneamente em Potter Heigham; em 1950, apenas seis restavam em Norfolk, e todos, menos um, providos de motor.

 

 

Modelismo naval, nautimodelismo, kits, kit de montagem,  barcos, navios, veleiros, caravelas, naus, galeões, imagens, planos, kits de montagem, canhões, réplicas, estático, vitrine, ferramentas, monografias, Eduardo Dias Nunes, técnicas, demonstrações, piratas, história, modelos de madeira, barcos de madeira, militaria, colecionismo, canhões, miniaturas, replicas, canhão, catapulta