SOVEREIGN OF THE SEAS

 

No dia 26 de junho de 1634, quando visitava os estaleiros de Woolwich, o rei Carlos l da Inglaterra encarregou o carpinteiro Phineas Pett de executar um ambicioso projeto.o. “De forma confidencial” disse depois o próprio Phineas, "o rei revelou-me sua augusta decisão de dispor de um novo grande navio, encarregando-me da sua construção". O soberano queria, simplesmente, um barco de guerra que fosse o maior e o melhor do mundo. Em outubro desse mesmo ano, Pett terminou um modelo, com todos os detalhes, e foi com base nele que rei autorizou a construção do Sovereign of the Seas.

UM PROJETO REVOLUCIONÁRIO

O barco representou um importante marco no desenho de unidades de guerra e, sob esse ponto de vista, foi um êxito total. Ao ser concluído, acabaria por revelar também o mais bem equipado e decorado barco em atividade, a tal ponto que os holandeses contra os quais foi utilizado muitas vezes - deram-lhe o nome ; "o diabo de ouro".

Em janeiro de 1636, o Sovereign ofthe Seus recebeu sua quilha, feita de madeira com 80 centímetros de espessura, numa operação a que o próprio rei assistiu. A quilha tinha sua resistência reforçada por uma sobrequilha enorme, peça feita de um só bloco de madeira tão grande e pesada que, para transportá-la, foram necessários 32 cavalos. Em setembro de 1637, barco estava pronto a ser lançado ao mar. A primeira tentativa falhou por causa da maré muito baixa, mas, alguns dias depois, a coincidência de vento e maré favoráveis tornou possível a manobra, à meia-noite.O custo da construção e do abastecimento ultrapassou 65.586 libras esterlinas, 6.691 das quais foram gastas na decoração. O barco media 71 metros de comprimento, tinha uma boca de 15 metros, um calado de 7,2 metros e um deslocamento de 1.540 toneladas. O armamento era constituído por 24 canhões de 24 libras (os projéteis esféricos pesavam quase 11 quilos) instalados na ponte inferior, 20 de 24 libras na superior e 22 de 18 libras na coberta. No castelo de proa e no tombadilho de popa estavam montados muitos outros canhões mais ligeiros, entre 9 e 12 libras.

As características de construção do Sovereign of the Seas apresentavam quatro importantes inovações. A primeira era o navio ter apenas três mastros, enquanto até então os grandes barcos de guerra tinham quatro. Daí em diante, até o fim da era da navegação a vela, a maior parte das grandes unidades de guerra e mercantes seguiu o modelo do "Sovereign of the Seas".
A segunda era apresentar uma popa redonda, em vez da tradicional popa inglesa "de espelho" e, até meados do século XIX, esse detalhe foi adotado por todos os projetistas de barcos ingleses. A terceira foi ter sido o primeiro barco a aparelhar os dois mastros de vante, dotados de vergas, com quatro velas redondas: maior, gávea, joanete e sobrejoanete. E, por fim, o Sovereign of the Seas foi a primeira unidade inglesa de guerra com três cobertas dotadas de canhões aptos a disparar poderosas descargas.

NAVIO ALMIRANTE DA FROTA

Depois da vitória do Parlamento inglês durante a guerra civil, foi proposta a troca do nome do barco para Commonwealth, mas, por fim, decidiu-se manter o nome de Sovereign. Foi com esse nome que o navio participou de muitos combates durante a primeira guerr r contra os holandeses, incluindo a de Kentish Knock em 1652), onde fez uso do seu armamento poderoso e aterrorizante. Depois, o barco foi modificado por Peter Pett (filho de Phineas Pett), passando a ter duas cobertas para canhões, em lugar de três, com o objetivo de torná-lo mais facilmente manobrável.

Quando a monarquia inglesa foi restaurada em 1660, o barco foi rebatizado com o nome de Royal Sovereign e continuou a ser usado na guerra contra a Holanda, especialmente na Batalha do Dia de Santiago (na segunda guerra contra os holandeses, de 1665 a 1667). Nas duas batalhas de Shooneveld e na de Texel, durante a terceira guerra (1672-1674). Depois de combater na Guerra da Grande Aliança (1689-1699.
O Sovereing of the Seas chegaria ao fim de sua extraordinária carreira devorado por um incêndio quando se encontrava na enseada de Chatam.

Vista da enseada de Chatam

Durante dois séculos, o belo e imponente Sovereign serviu de modelo para a construção de muitos outros navios dr contra os holandeses, incluindo a de Kentish Knock em 1652), onde fez uso do seu armamento poderoso e aterrorizante. Depois, o barco foi modificado por Peter Pett (filho de Phineas Pett), passando a ter duas cobertas para canhões, em lugar de três, com o objetivo de torná-lo mais facilmente manobrável.
Quando a monarquia inglesa foi restaurada em 1660, o barco foi rebatizado com o nome de Royal Sovereign e continuou a ser usado na guerra contra a Holanda, especialmente na Batalha do Dia de Santiago (na segunda guerra contra os holandeses, de 1665 a 1667). Nas duas batalhas de Shooneveld e na de Texel, durante a terceira guerra (1672-1674). Depois de combater na Guerra da Grande Aliança (1689-1699.

O Sovereing of the Seas chegaria ao fim de sua extraordinária carreira devorado por um incêndio quando se encontrava na enseada de Chatam.
Durante dois séculos, o belo e imponente Sovereign serviu de modelo para a construção de muitos outros navios de guerra.